3 de mar. de 2012


[…] Mas no fundo ela era infeliz. Infeliz com suas lutas diárias. Seus medos constantes. Suas palavras monótonas. Infeliz com a falsidade ao seu redor. Com o tédio de sua vida. Era infeliz por não saber amar e por não ter achado até hoje uma pessoa que a pudesse ensinar. Infeliz por suas fases mal passadas e esquecidas. Infeliz por querer o passado e ter medo do futuro. Medo de viver sozinha. Era infeliz por ser quieta. Ter medo. Ter medo de ser substituída, ser esquecida como muitas pessoas em sua vida foi. […] Mas sorria, sorria mesmo sabendo que no fundo faltava um pedaço para ser completado

Nenhum comentário:

Postar um comentário